Acredito que todos os meus problemas estariam resolvidas (ou ao menos reduzidos significativamente) com quatro coisas:
1) Um aparelho de teletransporte;
2) Uma pokebola;
3) Uma máquina do tempo;
4) Conhecimentos práticos e efetivos a respeito da milenar arte do vudu.
Pretendo discorrer sobre cada um desses itens. Vai dar certo, se eu conseguir cumprir a promessa que fiz a mim mesma e à minha prima Tati (oi, Tati!!) de voltar a escrever no blog. Aliás, faz tempo que não dou as caras e vou poupar todo mundo de ouvir as razões... São chatas, podem crer.
Pois bem.
Organização não é bem o meu forte, então essa singela listinha aí de cima não representa nada. Vou tratar dos assuntos aleatoriamente, de acordo com o caos, como deve ser.
E o assunto de hoje ééééé (som de tambores): "Como a Vida Seria Melhor Se Eu Tivesse Uma Máquina do Tempo"! tã-dãããããn \o/
Possivelmente eu não sou a única a desejar um apetrecho útil a manipular os intercursos temporais, né? Inclusive, boto fé que 99% da humanidade já desejou ardentemente algo semelhante pelo menos uma vez POR DIA. Em especial naquele momento em que o despertador toca e a gente torce para que alguma entidade mística apareça e tope trocar mais 20 minutinhos de sono entre as cobertas pela nossa alma.
Esse é um momento frágil da existência, de fato.
Porém, existem outros motivos para querer retroceder no tempo. Tenho pra mim que uma das grandes sacanagens do universo é a gente saber das coisas quando já não resta mais tempo para fazer nada... Por exemplo, quem é que quando criança não torceu para ser gente grande? E putaqueopariu, como o tempo demorava a passar!!!
Inevitavelmente a vida adulta chega...
E chega como um Capitão Nascimento subindo o morro: pé na porta, tapa na cara e traz o saco, zero um.
Daí quando a gente se dá conta já tem um monte de responsabilidades, um monte de decisões, um monte de contas pra pagar, coisas a fazer e sente uma louca saudade de assistir Passa ou Repassa tomando Nescau e batendo aquele misto quente.
Esses surtos nostálgicos tem me causado certa aflição. Não é só saudade da vadiagem nem a vontade de não se preocupar com nada além de ir para o colégio e fazer a lição de casa. O pior são as dúvidas sobre as decisões que a gente tomou quando acreditava que tudo era de uma forma... Sabe como?
Eu tenho sinceras dúvidas se teria escolhido a carreira que escolhi, se teria dado prioridade às coisas que eu dei e se não teria conceitos bem diferentes dos que tenho hoje se lá traz já soubesse o que sei agora. Às vezes acho que tudo perdeu a graça em algum momento. Pelo que me recordo, a vida era mais legal antes... Só não sei bem antes DO QUE. O jeito seria começar tudo de novo, com a experiência atual. Tipo que nem fez o cara do Efeito Borboleta.
Pois é.
Coisas que só uma máquina do tempo pode devolver. E com a velocidade que as coisas andam, se esse negócio realmente existisse seria item de primeira necessidade. Poderia vir até na cesta básica!
