29 de mai. de 2014

A vida era mais legal antes

Acredito que todos os meus problemas estariam resolvidas (ou ao menos reduzidos significativamente) com quatro coisas:
1) Um aparelho de teletransporte;
2) Uma pokebola;
3) Uma máquina do tempo;
4) Conhecimentos práticos e efetivos a respeito da milenar arte do vudu.

Pretendo discorrer sobre cada um desses itens. Vai dar certo, se eu conseguir cumprir a promessa que fiz a mim mesma e à minha prima Tati (oi, Tati!!) de voltar a escrever no blog. Aliás, faz tempo que não dou as caras e vou poupar todo mundo de ouvir as razões... São chatas, podem crer. 

Pois bem.

Organização não é bem o meu forte, então essa singela listinha aí de cima não representa nada. Vou tratar dos assuntos aleatoriamente, de acordo com o caos, como deve ser. 
E o assunto de hoje ééééé (som de tambores): "Como a Vida Seria Melhor Se Eu Tivesse Uma Máquina do Tempo"! tã-dãããããn \o/

Possivelmente eu não sou a única a desejar um apetrecho útil a manipular os intercursos temporais, né? Inclusive, boto fé que 99% da humanidade já desejou ardentemente algo semelhante pelo menos uma vez POR DIA. Em especial naquele momento em que o despertador toca e a gente torce para que alguma entidade mística apareça e tope trocar mais 20 minutinhos de sono entre as cobertas pela nossa alma. 

Esse é um momento frágil da existência, de fato. 

Porém, existem outros motivos para querer retroceder no tempo. Tenho pra mim que uma das grandes sacanagens do universo é a gente saber das coisas quando já não resta mais tempo para fazer nada... Por exemplo, quem é que quando criança não torceu para ser gente grande? E putaqueopariu, como o tempo demorava a passar!!! 

Inevitavelmente a vida adulta chega...
E chega como um Capitão Nascimento subindo o morro:  pé na porta, tapa na cara e traz o saco, zero um. 
Daí quando a gente se dá conta já tem um monte de responsabilidades, um monte de decisões, um monte de contas pra pagar, coisas a fazer e sente uma louca saudade de assistir Passa ou Repassa tomando Nescau e batendo aquele misto quente. 

Esses surtos nostálgicos tem me causado certa aflição. Não é só saudade da vadiagem nem a vontade de não se preocupar com nada além de ir para o colégio e fazer a lição de casa. O pior são as dúvidas sobre as decisões que a gente tomou quando acreditava que tudo era de uma forma... Sabe como?
Eu tenho sinceras dúvidas se teria escolhido a carreira que escolhi, se teria dado prioridade às coisas que eu dei e se não teria conceitos bem diferentes dos que tenho hoje se lá traz já soubesse o que sei agora. Às vezes acho que tudo perdeu a graça em algum momento. Pelo que me recordo, a vida era mais legal antes... Só não sei bem antes DO QUE. O jeito seria começar tudo de novo, com a experiência atual. Tipo que nem fez o cara do Efeito Borboleta.

Pois é. 
Coisas que só uma máquina do tempo pode devolver. E com a velocidade que as coisas andam, se esse negócio realmente existisse seria item de primeira necessidade. Poderia vir até na cesta básica!




20 de mai. de 2013

Rir ainda é o melhor remédio

Desculpem a ausência, meu humor estava péssimo nas últimas semanas... Não que esteja muito melhor agora, mas a vida continua (e o blog também). 

Aproveitando a deixa, que tal conversarmos um pouco sobre humor? 
Eu poderia escrever um puta texto sobre os benefícios de andar por aí de bom humor... Dizer que ele torna a vida mais colorida, faz as pequenas coisas do cotidiano ficarem mais divertidas, alivia as tensões, etc. e tal. Mas não!
 
Pra ser bem sincera, nesse momento da minha vida não me sinto capaz de dizer nada legal, muito menos engraçado. Acho que perdi o meu humor appeal (?). Não sei bem onde nem quando, mas ele deve estar por aí e eu quero ele de volta.

Porque se ainda tenho uma certeza, é essa: dar risada ajuda. Não importa o quão fudido a gente esteja, encontrar um motivo engraçado pra rir melhora a situação, nem que seja só um pouquinho. Nada melhor do que tirar um sarro de si mesmo pra ver que ainda há esperança.

Então, meus caros, hoje o post é o mais fraco de todos os tempos... Não tem nada de criativo, não tem nada de surpreendente. Aliás, acho que não tem nada de nada mesmo. 

Fica só a reflexão: rir é o melhor remédio. 
E se esse remédio estiver em falta na farmácia ou o preço for salgado demais, peça o genérico. 
Sim, existe!
Basta lembrar que sempre há a possibilidade de mandar tudo pra putaqueopariu. 

Bom, né?

5 de mai. de 2013

Que cada qual faça sua parte

Olá, meus queridos!

Já que é quase segunda-feira, que tal conversarmos sobre trabalho? 
Antes de chorar, arrancar os cabelos e sair por aí correndo e agitando os braços acima da cabeça gritando  "nããããão" em plenos pulmões, já adianto que não vai doer nada. 
Podem confiar, pode até ser divertido.

Eu amo muito meu trabalho... Ele me traz realização pessoal, mantém a minha mente doentia ocupada com assuntos saudáveis, e, principalmente, paga minhas contas. 
Outro grande incentivo que me faz acordar todos os dias pela manhã são meus coleguinhas de gabinete... Ao meu ver, somos uma puta equipe! E fomos aclamados como a assessoria mais jovem do Tribunal, pela opinião respeitada da tia da limpeza. 
Menções honrosas à parte, às vezes o bicho pega por lá. Mas como somos criaturinhas civilizadas e com Jesus no coração, resolvemos tudo sempre com muito diálogo. 

Numa dessas oportunidades, criamos o lema da assessoria. Oficialmente, ele é apresentado como "que cada qual faça a sua parte". Algo bonito e até lúdico, que impõe o esforço individual em prol de um fim comum. Mas cá entre nós, na guerra cotidiana, a gente tem um formato alternativo do lema. Fica assim: "cada cachorro que lamba a sua caceta". 
A mesma mensagem com um grau bem mais elevado de personalidade, né?

Pois bem. 

O que tenho notado, meus amores, é que essa filosofia laboral poderia muito bem ser empregada nos mais diversos ambientes de trabalho, porque o que tá sobrando por aí é gente querendo fazer o que não sabe e deixando de fazer o que precisa. 
Exemplo: engenheiro civil que vai dar uma de arquiteto. Essa é uma das experiências mais clássicas e desastrosas que insistem em acontecer! Sabe quando você ao banheiro do bar e descobre que só consegue abrir a porta se ficar em pé sobre o vaso? Ou que o botão do ventilador só pode ser acionado se você enfiar a mão entre as hélices? Ou que o último degrau da escada é ligeiramente maior que os outros e estrategicamente posicionado pra você levar um trupicão? 
Então. Colocaram o engenheiro pra fazer as vezes do arquiteto. 

Nada contra os engenheiros, viu... Eu só acho que as pessoas têm que ter ciência do que podem ou não fazer. Eu, por exemplo, jamais na vida durante toda a minha existência no mundo vou me meter a fazer nenhum cálculo que não seja de 10 ou 20% sobre alguma quantia. Sério, tenho limitações severas com raciocínio matemático.

Ao mesmo tempo em que uma porrada de gente faz o que não deveria fazer, temos uma legião igualmente expressiva deixando de fazer o que deveria. Tipo quando caiu a marquise de uma loja no centro da cidade e morreram duas pessoas. Entrevistaram um especialista em construção civil, e o cara disse que "a estrutura oferecia risco mesmo". Ah, vá... Jura???
Acho bonito quem escolhe uma profissão, estuda, se especializa... Mas gente, se não tem nada pra acrescentar, melhor ficar quieto. Aquela velha história de que se a gente não fala nada pode até ser que achem que a gente é burro... Mas é melhor assim do que a gente falar alguma coisa e todo mundo ter certeza da nossa cretinice. 

Em outras palavras, mais vale uma esperteza duvidosa do que uma burrice confirmada. 

Agradecimentos especiais: minha amiga arquiteta Thayrine, por colaborar ativamente com material para esse post. Beijos, Thay!! ^^

4 de mai. de 2013

Os gordos também amam

Hoje, no Palpite Infame, vou tratar de um assunto profundo e socialmente relevante. Talvez cause polêmica e indignação em alguns (tomara!), mas a verdade precisa ser dita. A humanidade mecere vislumbrar a vida como ela é, com todas as suas chagas, cicatrizes, manchas de acne e cheiro de desodorante vencido às 18h30 de uma terça-feira ingrata.

O tema de hoje, meus queridos, é a gordice humana e os seus reflexos sociais. 

E como nada nesse mundo acontece por acaso, admito que a idéia veio daquela fonte inesgotável de inspiração: o Facebook. Acho digno agradecer ao meu amigo Guilherme Rodrigues, que compartilhou a imagem abaixo e me ajudou a construir essa publicação. Valeu, Gui! #tamojunto


O fato é que a sociedade é cruel com nós, gordos (abraço pra galera do bullying!). 
Prova disso é que se uma pessoa faz algum tipo de cagada e é gorda, a cagada automaticamente é ligada à gordura na clássica expressão: "tinha que ser gordo, mesmo!!!". 
Sim, porque se a mesma cagada é cometida por um ser de peso normal, existem outras 100 justificativas para o erro... A mesma benevolência não se aplica à nação obesa. 

Outra discriminação clásssica refere-se à afetividade dos gordos. Sim, pasmem, eles têm sentimentos!

Fato rápido: meu pai quando estava na terceira série, enfiou a ponta seca do compasso nas costas do coleguinha da frente, um menino rechonchudo. Segundo ele, não foi por maldade, já que tinha absoluta certeza que a banha amorteceria a cutucada. Só que não. 

Homens e mulheres com alguns quilinhos a mais também amam outras pessoas, não vivem somente em prol de bacon, coxinha e sanduíches de metro. Mas, por alguma razão inexplicável, a sociedade impõe que eles se relacionem somente com seres da mesma "classe". Não que seja proibido nem nada do tipo, mas é notório que quando um casal e composto por um ser magro e um ser gordo não demora muito para surgirem comentários maldosos. 

Ao meu ver, a porra fica mais séria quando o casal é tipo o da primeira imagem ali (menina gorda com menino magro). De um modo geral, a sociedade até aceita uma mulher linda junto com um homem mais ou menos, ou mesmo feio. Agora, se for um menino lindo com uma mulher mais ou menos a repressão baixa forte. 
Isso porque, na nossa mente pevertida e preconceituosa, a mulher bonita está sujeita a ser "comprada" pelo gordinho. É a velha história de "ele deve ser cheio da grana". Quem é que nunca ouviu ou mesmo proferiu esse julgamento? (eu acho uma puta dor de cotovelo, pessoalmente).
Ou seja, a parte mais ofendida é a moça. E defendi ferrenhamente esse ponto na minha conversa com o Gui. 

Porém, revi os meus conceitos após ele apresentar um outro argumento bastante interessante: independentemente da mulher que acompanha os homens gordos, eles sofrem preconceito, pois existe a consciência coletiva de que a única forma de não morrerm sozinhos e solitários é se pagarem pela companhia.
A sociedade não admite, por exemplo, que aquele ser super recheado seja de fato o amor da vida de outra pessoa. Tenso, né?

Esse post é mais uma reflexão, não construi nenhuma grande tese a respeito (ainda). 
Mas gente, vamos pensar com mais carinho e respeito naquela pessoa de cintura mais avantajada... Apesar de não se encaixar nos padrões sociais de sensualidade e ter um apego quase patológico por alimentos de alto teor calórico, ela pode ter algo legal a oferecer.

Aliás, na minha estatística pessoal, os gordos são mais divertidos e bem-humorados... Possivelmente em razão daquele hormônio da felicidade, muito presente no chocolate. #adoro

Agradecimentos especiais: Gui Rodrigues, pelas idéias compartilhadas... Tim Telefonia, por permitir que a nossa conversa durasse mais que 10 minutos sem cortar a ligação... e à Cacau Show, por nutrir a minha esperança em ter um mundo mais feliz.

Oi?

Olá, queridos leitores!

Contrariando todas as previsões e expectativas, estou de volta com o blog =)
Ok, talvez não seja assim tão inesperado porque eu fiz questão de anunciar no Facebook que a coisa estava em vias de retornar. 
Mas surpresa (ou a falta dela) à parte, a questão é que não vou fazer nenhum post emocionante para selar o retorno desta que vos escreve... Até porque essa coisa de sentimentalismo nunca teve muito espaço por aqui, né?
Portanto, saibam apenas que senti saudades da rotina da blogosfera e pretendo não me ausentar mais por tanto tempo assim (lá se vão quase 3 anos, afinal). 

Só pra constar, esclareço que as regras do blog continuam as mesmas:
1) Quem manda aqui sou eu.
2) Gosto muito de interagir com vocês, então não sejam tímidos e comentem! Podem usar pseudômino, nome artístico, apelido de guerra ou mesmo postar como "anônimo" que eu não ligo. Se não sabe o que escrever, escreva assim mesmo! Traga aquela receita de nhoque, conte uma mandinga de riqueza pra gente, recite um poema... Ou então sugira um tema bem legal para a próxima postagem. =)
3) Não modero os comentários, então podem escrever palavrão e xingar uns aos outros que não tem problema, até porque a liberdade de insulto está implicitamente aceita por todos que frequentam esse espaço. Em síntese: vale tudo, contando que não haja ofensa à integridade física, psíquica ou moral de crianças ou animais indefesos (contra adultos e animais racionais tá liberado). 

Feito?