5 de mai. de 2013

Que cada qual faça sua parte

Olá, meus queridos!

Já que é quase segunda-feira, que tal conversarmos sobre trabalho? 
Antes de chorar, arrancar os cabelos e sair por aí correndo e agitando os braços acima da cabeça gritando  "nããããão" em plenos pulmões, já adianto que não vai doer nada. 
Podem confiar, pode até ser divertido.

Eu amo muito meu trabalho... Ele me traz realização pessoal, mantém a minha mente doentia ocupada com assuntos saudáveis, e, principalmente, paga minhas contas. 
Outro grande incentivo que me faz acordar todos os dias pela manhã são meus coleguinhas de gabinete... Ao meu ver, somos uma puta equipe! E fomos aclamados como a assessoria mais jovem do Tribunal, pela opinião respeitada da tia da limpeza. 
Menções honrosas à parte, às vezes o bicho pega por lá. Mas como somos criaturinhas civilizadas e com Jesus no coração, resolvemos tudo sempre com muito diálogo. 

Numa dessas oportunidades, criamos o lema da assessoria. Oficialmente, ele é apresentado como "que cada qual faça a sua parte". Algo bonito e até lúdico, que impõe o esforço individual em prol de um fim comum. Mas cá entre nós, na guerra cotidiana, a gente tem um formato alternativo do lema. Fica assim: "cada cachorro que lamba a sua caceta". 
A mesma mensagem com um grau bem mais elevado de personalidade, né?

Pois bem. 

O que tenho notado, meus amores, é que essa filosofia laboral poderia muito bem ser empregada nos mais diversos ambientes de trabalho, porque o que tá sobrando por aí é gente querendo fazer o que não sabe e deixando de fazer o que precisa. 
Exemplo: engenheiro civil que vai dar uma de arquiteto. Essa é uma das experiências mais clássicas e desastrosas que insistem em acontecer! Sabe quando você ao banheiro do bar e descobre que só consegue abrir a porta se ficar em pé sobre o vaso? Ou que o botão do ventilador só pode ser acionado se você enfiar a mão entre as hélices? Ou que o último degrau da escada é ligeiramente maior que os outros e estrategicamente posicionado pra você levar um trupicão? 
Então. Colocaram o engenheiro pra fazer as vezes do arquiteto. 

Nada contra os engenheiros, viu... Eu só acho que as pessoas têm que ter ciência do que podem ou não fazer. Eu, por exemplo, jamais na vida durante toda a minha existência no mundo vou me meter a fazer nenhum cálculo que não seja de 10 ou 20% sobre alguma quantia. Sério, tenho limitações severas com raciocínio matemático.

Ao mesmo tempo em que uma porrada de gente faz o que não deveria fazer, temos uma legião igualmente expressiva deixando de fazer o que deveria. Tipo quando caiu a marquise de uma loja no centro da cidade e morreram duas pessoas. Entrevistaram um especialista em construção civil, e o cara disse que "a estrutura oferecia risco mesmo". Ah, vá... Jura???
Acho bonito quem escolhe uma profissão, estuda, se especializa... Mas gente, se não tem nada pra acrescentar, melhor ficar quieto. Aquela velha história de que se a gente não fala nada pode até ser que achem que a gente é burro... Mas é melhor assim do que a gente falar alguma coisa e todo mundo ter certeza da nossa cretinice. 

Em outras palavras, mais vale uma esperteza duvidosa do que uma burrice confirmada. 

Agradecimentos especiais: minha amiga arquiteta Thayrine, por colaborar ativamente com material para esse post. Beijos, Thay!! ^^

Um comentário:

Thay disse...

É dona Élyka, essa vida bandida dá margem pra muita história cabulosa! E pensando seriamente em adotar esse lema do gabinete pra vida, haha! Beijo!