2 de jul. de 2006

Vestibular x Divórcio

Hoje, 2 de Julho de 2006. Dia do vestibular da Faculdade de Direito de Jacarezinho.
Antes que alguém pergunte, Jacarezinho fica neste planeta. É uma cidade pequena do interior, eu diria até que bem chata. Sem shopping, sem boliche, sem boteco, sem Flíper... Enfim, sem nada que me permita quebrar a rotina do trajeto escola-casa-escola-biblioteca-casa- escola-escola-escola...
Masssss...
Em Jacarezinho está uma das melhores faculdades de Direito do Paraná. Ela tem um nome, embora eu não saiba qual é exatamente... Tem gente que chama de Fundinopi (!), outros dizem que é Fafija (!!)... eu prefiro chamar de UEJA, porque soa melhor e não passa a impressão de Uniesquina nem nada semelhante... Mesmo sem saber ao certo o nome da minha possível-futura-faculdade, fui fazer a primeira fase do vestibular hoje de manhã.
Teoricamente,eu deveria estar tranquila.
Tinha estudado todo o progama (menos Orações Subordinadas Substantivas, porque paciência tem limite), decorado todas as músicas, resolvido toda a apostila de Gramática e Literatura.
Ainda tinha aquele voto de confiança interior, de mim para mim mesma. Desde que eu aprendi a ligar sílabas e formar palavras, vou bem em Português.
Em última hipótese, meus pais tinham dito que não se importam em pagar mais um ano de cursinho...
Mesmo assim, EU TAVA NERVOSA!!
Sei lá... acho que vestibular mexe um pouco (ou muito) com a personalidade das pessoas. Eu sou um exemplo vivo disso. Geramente eu não me esquento com nada... Muito menos com provas.
Acho que o fato de eu estar em um lugar estranho, com pessoas estranhas ajudou a alterar o meu estado de espírito... Mas em síntese, a aceleração cardíaca, o calor repentino e aquele estranho formigamento nos dedos, eram causa do vestibular eminente.
A pior parte acho que foi os 20 minutos antes da entrega da prova. Acho que demoraram pelo menos meia hora pra passar...
Aí eu fiz o teste....
Prefiro não comentar as questões antes do resultado oficial. Não digo que estava fácil, mas não era impossível de ser feito. Qualificaria como uma prova exigente. Muito texto, muito detalhe.
Aquele clássico pé no saco.
Mas sobrevivi... Graças a Deus!!
Passado os traumas (ou pelo menos parte deles) era chegada a hora de comentar as respostas com os concorrentes.
O estranho foi fazer isso com estranhos... O.o
Discuti boa parte da prova com duas meninas que eu conheci hoje de manhã, e que provavelmente não verei nunca mais. Talvez na segunda fase... Mas isso é relativo a classificação
de nós três, então nada garantido por enquanto.
Fizemos isso enquanto "almoçávamos" e nos preparávamos psicologicamente para a segunda parte do vestibular, que foi a tarde.
Esse lance de comparar respostas é perturbador!
Não sei se fico mais confusa em ver os meus erros ou o erro dos outros. É claro que ambos os erros são apenas suposições, uma vez que ninguém sabe a resposta certa. (Deu pra entender?)
Mas prefiro acreditar que fui bem. Nada como uma boa e confortável ilusão. ^^
Depois fomos de novo pra faculdade, pra esperar a prova de Redação. Enquanto isso, fiquei conversando com mais um monte de gente que eu nunca vi na vida... Muito interessante.
O bom de não estar enturmado é que a gente acaba ouvindo mais do que falando. E isso rende alguns pensamentos "profundos".
Uma das minhas conclusões foi que, vestibular causa um desgaste emocional semelhante a um divórcio.
Não que eu tenha me divorciado muitas vezes, mas acho que é mais ou menos que nem estudar um semestre inteiro pra uma prova que decidirá todo o seu futuro profissional e, consequentemente, pessoal.
Coloquemos assim:
Os primeiros dias de aula podem ser comparados àquele início de namoro. Tudo muito bom. Novas decobertas, nova rotina, coisas diferentes para fazer... Os pombinhos inventam apelidos ridículos um para o outro e toda aquela coisa. Há até quem diga que é até divertido ir pra escola nos primeiros tempos.
Passada a empolgação inicial, a coisa começa a ficar séria, exige compromisso. É aí que rola as primeiras crises de ciúmes, brigas e conflitos em geral. Esse período corresponde àquela época em que os estudos começam a tomar o espaço que antes eram de coisas sagradas. No meu caso, não tenho mais muito tempo pra tocar violão e nem jogar The Sims. Tenho que fazer as duas coisas ao mesmo tempo, geralmente... E quem aí nunca deixou de sair com as amigas pra dar atenção pro "carinha"??
Depois de um tempo, ambos não se aguentam mais. É o que eu chamo de "hora de dar um tempo pra ver no que que dá". Aí você toma consciência de que não vai passar mesmo e é melhor dar uma olhada naqueles folhetos de cursos do SESC. A apostila tende a ficar um tanto quanto abandonada nesse estágio. Mas a gente continua indo pra aula e dando uma olhadinha nos exercícios. Sempre bom manter uma amizade no fim do romance, né?
Superintensivo. É agora ou nunca. O teu namorado enrolado decide que nada a ver ficar longe assim e propõe uma viagem pra colocar as conversas em dia... No superintensivo, os professores fazem de tudo pra dar aquela empolgada em todo mundo. Aí a gente sempre acaba dando uma chance, né... O que custa tentar mais uma vez?
Depois de muito sofrimento, o casal decide que está na hora de falar com o padre e marcar o casório. Corresponde a revisão de véspera. Com aquele clima de alegria, de realização. Mas no fundo, sempre tem alguém (ou alguénsss) que sabe qua alguma coisa está errada... E vai acabar mal.
Dia do Vestibular!!!
Logicamente, deveria corresponder a festa de casamento em si... Mas como lógica não é muito o meu estilo, digo que o dia do vestibular é como se fosse aquele período de recém casados até às crises que levam ao divórcio.
Na prova do vestibular, tem sempre aquela questãozinha que nos alegra. Assim como no casamento, chegamos a pensar que talvez, ainda haja uma possibilidade de classificação. Digo, de sucesso conjugal. Aí quando menos se espera, surge aquela "questão from ITA", pra não dizer outra coisa... Essas coisas nos fazem ter certeza que não há mais nada a ser feito.
Só o divórcio.
Ou mais um ano de cursinho, interprete como quiser.

3 comentários:

Anônimo disse...

eta poia... pq nao anotou o gabarito??!!!
afff...

Anônimo disse...

bom.... eu não gostei da analogia pq eu sou adepto a finais felizes (como as pessoas que vivem felizes, ou as que entram pra facul e se formam)
hehehehehhe

o lance é que é assim.... no vestiba é foda porque a pressão é grande. Na facul é foda porque é foda, mas já que não tem pressão, vc tem licença pra ser vadio. Por isso eu digo desde já, jovem gafanhota, ENTRE NUMA FACULDADE PÚBLICA! Seus parentes e mais uma porção de gente fez isso, e aproveitou pra fazer a faculdade com calma, já que o contribuinte vai se foder quer vc se empenhe ou não.

As pessoas desconhecidas se comunicaram com vc no vestiba, pq vc tava nas "terras nórdicas do Paraná", não na "capital ártica do mesmo estado". (vai dizer q ninguém olho pra vc e perguntou "ô fíi, como q foi de prova?") hwahawhawhawhhawhwa

Agora tenta faze a prova da PUC! Aquelas "vadias que se fazem de santas" usando um "scarpin MA-RA-VI-LHO-SO pago dinheiro DA MAMÃE, que por sua vez ganha mesada DO PAPAI" não querem saber de papo com nós pessoas de potencial (as únicas ameaças reais à proto-superioridade delas).

Bom.... como o blog não é meu e eu praticamente escrevi um post já, eu quero encerrar com o seguinte: vai susse. Faz uma questão de cada vez, vá festar depois da prova. Na faculdade, vc vai ter a oportunidade de beber depois, antes, e por que não, durante a prova! hawhawhawhhwahaw

"Sem mais, estou indo embora" - Zé Ramalho

P.S.: "papai" na definição acima é a pessoa que cuida da grana. As obrigações maritais correm por conta do cara que limpa a piscina
P.P.S.: eu estava mentindo ali em cima, eu nem fui embora de verdade
P.P.P.S: me sinto muito Élyka neste comentário hawhwahwahwhahwa

Anônimo disse...

primaaaaa
q q vc fez heim???
pra escrever desse jeito vc só pode ter tido uma DIARRÉIA MENTAL
vai confessa ai foi né???
hauahuahauhauhuhauhaua