Férias: Estado latente da ociosidade; período em que muitos aproveitam para pintar a casa, praticar esportes, visitar os amigos, parentes, fazer compras e aprender receitas novas.
Eu não.
Até pouco tempo atrás, desejei muito o fim das aulas, para que pudesse me dedicar às atividades de pessoas normais - The Sims, unhas, cinema, etc - mas agora que as tão sonhadas férias chegaram, não consigo realizar meus planos (chamem de inércia, preguiça; sei lá).
Então me entreguei à arte nata da humanidade: o ócio.
Tem gente que chama de vadiagem - o próprio Aurélio o faz - mas, na minha opinião, esse termo traz uma conotação perjorativa; soa como se o ócio fosse uma perca de tempo, sem utilidade. Ora, grandes filósofos da Antiguidade eram considerados vadios naquele tempo, e, mesmo assim - ou talvez por isso - são muito prestigiados atualmente(o que prova a minha teoria de que todo vagabundo é um gênio em potencial).
Somente no ócio é possível pensar livremente, sem se preocupar com horários e regras, que prejudicam o raciocínio criativo. Por isso (já repararam?), as melhores idéias surgem quando estamos fazendo nada - considerando, é claro, que não é possível parar de pensar, pois pensar "não vou pensar, não vou pensar...", já é um pensamento.
Se todos dedicassem uma hora por dia ao ócio, o mundo seria muito melhor, ou senão, menos estressante, além de mais produtivo - levando em conta a qualidade e não a quantidade.
Certa vez me disseram que "férias são a solução para todos os problemas da humanidade." Talvez por estar no ritmo frenético de aulas, apostilas, mais aulas, livros e toda aquela coisa, não percebi a profundidade da citação. Achei graça.
Como pode o ato de vadiar trazer algum tipo de evolução?
Essa miha dúvida foi respondida pelo Deco, que, com toda sua grandiosidade intelectual e experiência filosófica, disse-me: "A ociosidade não contribui pra vida; a vida é que deveria contribuir pra ociosidade. Infelizmente, a vida atrapalha a ociosidade, e é por isso que as pessoas são tão infelizes. Elas insitem em "viver" quando na verdade elas deviam estar "ociando".
A partir dai, a minha vida tomou um novo rumo. Não me sinto mais culpada por não fazer o que eu "deveria estar fazendo", pois (fazendo nada) descobri que o ócio desperta lembranças, boas ou más, estimula a reflexão e é um ótimo exercício mental. Que outra atividade me proporciona tamanhos benefícios? Além de ser extremamente agradável, cá entre nós.
Mas, como ainda não existe a moeda de um lado só, devemos estar atentos ao exagero. Assim como trabalho e estudo em demasia fazem mal à sanidade mental e física, a ociosidade também têm consequências indesejadas - preguiça crônica, acomodação, ausência de vida social - e efeitos colaterais - paralisia cerebral e abitolação mental - muito comuns em certas pessoas que fazem nada o tempo todo, desde que chegaram ao mundo.
Por isso, depois (ou antes) daquela hora diária sugerida acima, faça algo mais prático, sem necessidades de grandes raciocínios. Ir ao cinema, no boteco, na padaria da esquina... Ou também pintar a casa, praticar esportes, visitar os amigos, parentes, fazer compras e aprender receitas novas...
A final de contas, é férias.
Posted by: Kika Dalossi, entediada pela falta de emoção pós-aulas e disponível para atividades diversas. Me liguem!
Agradecimentos: Thay e Mestre Deco.
obs: viajarei para o Fim do Mundo na madrugada de quinta-feira. Só o diabo sabe o que pode acontecer, tendo em vista que meu pai, minha mãe, minha irmã e eu, estaremos rodando uns 1000 km (sem hipérboles) dentro de um golzinho, sob um sol escaldante.
Não sei se estarei em condições tecnológicas de postar o meu "diário de bordo", mas registrarei tudo na "Agenda" (ou livro da morte, para os íntimos).
Em todo caso, feliz Natal, Ano Novo, Páscoa, Carnaval, e demais datas comemorativas (inclusive aniversários) à todos!
Tchau! ^^
Eu não.
Até pouco tempo atrás, desejei muito o fim das aulas, para que pudesse me dedicar às atividades de pessoas normais - The Sims, unhas, cinema, etc - mas agora que as tão sonhadas férias chegaram, não consigo realizar meus planos (chamem de inércia, preguiça; sei lá).
Então me entreguei à arte nata da humanidade: o ócio.
Tem gente que chama de vadiagem - o próprio Aurélio o faz - mas, na minha opinião, esse termo traz uma conotação perjorativa; soa como se o ócio fosse uma perca de tempo, sem utilidade. Ora, grandes filósofos da Antiguidade eram considerados vadios naquele tempo, e, mesmo assim - ou talvez por isso - são muito prestigiados atualmente(o que prova a minha teoria de que todo vagabundo é um gênio em potencial).
Somente no ócio é possível pensar livremente, sem se preocupar com horários e regras, que prejudicam o raciocínio criativo. Por isso (já repararam?), as melhores idéias surgem quando estamos fazendo nada - considerando, é claro, que não é possível parar de pensar, pois pensar "não vou pensar, não vou pensar...", já é um pensamento.
Se todos dedicassem uma hora por dia ao ócio, o mundo seria muito melhor, ou senão, menos estressante, além de mais produtivo - levando em conta a qualidade e não a quantidade.
Certa vez me disseram que "férias são a solução para todos os problemas da humanidade." Talvez por estar no ritmo frenético de aulas, apostilas, mais aulas, livros e toda aquela coisa, não percebi a profundidade da citação. Achei graça.
Como pode o ato de vadiar trazer algum tipo de evolução?
Essa miha dúvida foi respondida pelo Deco, que, com toda sua grandiosidade intelectual e experiência filosófica, disse-me: "A ociosidade não contribui pra vida; a vida é que deveria contribuir pra ociosidade. Infelizmente, a vida atrapalha a ociosidade, e é por isso que as pessoas são tão infelizes. Elas insitem em "viver" quando na verdade elas deviam estar "ociando".
A partir dai, a minha vida tomou um novo rumo. Não me sinto mais culpada por não fazer o que eu "deveria estar fazendo", pois (fazendo nada) descobri que o ócio desperta lembranças, boas ou más, estimula a reflexão e é um ótimo exercício mental. Que outra atividade me proporciona tamanhos benefícios? Além de ser extremamente agradável, cá entre nós.
Mas, como ainda não existe a moeda de um lado só, devemos estar atentos ao exagero. Assim como trabalho e estudo em demasia fazem mal à sanidade mental e física, a ociosidade também têm consequências indesejadas - preguiça crônica, acomodação, ausência de vida social - e efeitos colaterais - paralisia cerebral e abitolação mental - muito comuns em certas pessoas que fazem nada o tempo todo, desde que chegaram ao mundo.
Por isso, depois (ou antes) daquela hora diária sugerida acima, faça algo mais prático, sem necessidades de grandes raciocínios. Ir ao cinema, no boteco, na padaria da esquina... Ou também pintar a casa, praticar esportes, visitar os amigos, parentes, fazer compras e aprender receitas novas...
A final de contas, é férias.
Posted by: Kika Dalossi, entediada pela falta de emoção pós-aulas e disponível para atividades diversas. Me liguem!
Agradecimentos: Thay e Mestre Deco.
obs: viajarei para o Fim do Mundo na madrugada de quinta-feira. Só o diabo sabe o que pode acontecer, tendo em vista que meu pai, minha mãe, minha irmã e eu, estaremos rodando uns 1000 km (sem hipérboles) dentro de um golzinho, sob um sol escaldante.
Não sei se estarei em condições tecnológicas de postar o meu "diário de bordo", mas registrarei tudo na "Agenda" (ou livro da morte, para os íntimos).
Em todo caso, feliz Natal, Ano Novo, Páscoa, Carnaval, e demais datas comemorativas (inclusive aniversários) à todos!
Tchau! ^^
4 comentários:
Pois é, a arte de fazer nada é tão primorosa e requer tanta experiência que deveria ser trasnformada em esporte olímpico! Ou sei lá, ao menos deveria ser reconhecida no prêmio Nobel afinal, de tanto terem nada pra fazer, vários pensadores criaram coisas absurdas para nos fazer ocupar (com isso entende-se: física e química pq, convenhamos, matemática ainda pode ser útil).
E veja que emoção, meu nome está no post!! =}
Beijos!
Hahahahahahahahaha... Élyka Regina... sempre trazendo boas risadas a mim... até mesmo nas férias...
Escute... acho q também estou nesse estado de inércia... Mas descobri que o ócio criativo é uma grande coisa... Apesar de estar devorando frenéticamente livros e mais livros, pensar é sempre muito bom... Hhahahahahahaha..
Bjão, querida!!!
Saudades.....
Eita Perua...
Só vc mesmo!!!
saudades de ti guria!!!
Temos q nos ver antes de vc viajar!!
Beijão
uhauahuahuahuahuahuahuahuhaua meu Deus menina vc é escritora e não me disse né???? adorei seu texto!!! aaa vou querer ver seu diário da viagem uhauhauhauha!
aaa e boa viagem para o fim do mundo!! vc é uma comédia menina !!!!uauahuha bjus!
Postar um comentário