Gente...
O Rodrigo me ligou!!!
É claro que essa minha aparente alegria (aqui respresentada por três efusivos pontos exclamativos) não é 100% sincera. Já adianto que ele só fez isso mediante uma série de ameaças sutis, que eu apliquei com grande desenvoltura.
Do contrário, tenho certeza de que a testosterona falaria mais alto e discar o meu número seria a última coisas a passar na cabeça dele.
Enfim, nada é perfeito...
Tanto isso é verdade, que, embora eu tenha conseguido os instintos naturais do rapaz, não tenho controle sobre as circunstâncias da situação. Aquelas, que José de Alencar chamaria de "destino", se estivesse cá dando palpites nesse post. Destino trágico, no meu caso.
A seguir, o resumo da ópera, da novela telefônica, do drama conversatório, ou como queiram chamar:
Ele disse:
- ... nem sei se vai dar pra ir amanhã, blábláblá...
O blábláblá corresponde à justificativa (supostamente plausível) do cara. Não escrevo as exatas palavras que ele empregou pelo simples fato de que eu não prestei atenção. Ora, no momento do blábláblá, meu ágil cérebro feminino pensava:
"Puta que pariu, mais essa agora... O cara não atende meus telefonemas, faz onda pra ligar e quando liga é pra cancelar o primeiro encontro! O que dá pra esperar de um cara assim? Acho que é melhor deixar quieto e mudar o rumo dos meus investimentos passionais... Merda!! Eu sabia que não deveria ter dado moral. É isso que acontece quando a gente dá muita atenção pra uma pessoa só. Opa... droga! Já estou me culpando. Não posso me culpar. A culpa não é minha, não é minha... É dele. Acho. Ai, to insegura... E agora? O que eu faço?? Hã? Ah, é... O Rodrigo tá falando ainda. Que vacilo... Será que eu fiquei quieta esse tempo todo?"
E foi aí que eu decidi mandar um sinal de vida, o tradicional 'uhum'. É claro que com a devida entonação no 'hum'. Tipo u-húúm.
Tá. Enquanto resmungava isso, pensava comigo:
"Cara, comé que pode? A gente nem saiu e eu já to levando fora. Que absurdo!! Acho que vou levar a sério aquela minha intenção de tirar PhD em foras passionais. Por que essas coisas sempre acontecem comigo? Ah, já sei!! Eu to gorda. Só pode ser! Isso que dá tomar sorvete que nem uma corna. Acho que mais ninguém no mundo é tão... Tão assim... Sei lá!! Porra.
Agora nem lembro mais das palavras. Isso me deixa fula! O cara tá me chutando, puta merda... Que vontade de..."
Nisso, ele parou de tentar se justificar. Ou terminou de passar o migué, sei lá. E disse:
- Mas você não tá brava, né?
Meu instinto feminino disse para não esperar mais de três segundos pra responder essa pergunta. Porque o menor dos silêncios nesse momento seria o mesmo que entregar toda a minha frustração. E deixar transparecer toda a expectativa que eu tinha criado em torno desse encontro seria deveras humilhante. Daí juntei o meu orgulho e disse simplesmente:
- Não.
Mas, obviamente, no íntimo do meu ser, a situação era bem outra:
"Poooorraaaaaaa!!! Mas que merda! Olha a pergunta! Até um protozoário acéfalo pode deduzir que eu tô de cara! Quase uma semana progamando esse sábado e hoje, sexta feira a tarde, ele liga dizendo 'não sei se vai dar...' É por isso que a humanidade não vai pra frente. Cadê a responsabilidade?!"
- Nem triste?
"Aaaaaaaaah, não! Agora ele perguntou se eu to triste por isso. Claro que não. Sério mesmo, sem ironias. Fico fula da vida, mas triste, não. Seria tipo muita coisa pra pouca coisa. "
Não pude conter um rizinho, daquele que só levanta o lado esquerdo da boca e solta um som de desprezo e indignação."
- Claaaaaro que não.
Dito isso, eu pensei em todas as frases malignas que aprendi nos últimos 18 anos. E ia falar todas, juro! Mas achei melhor deixar quieto. Seria alguma coisa do tipo:
"Meu, faz o que você quiser. Eu acho que você deve ter algum distúrbio de personalidade, tipo crise de objetivos. Você ficou dois dias me enchendo o saco pra sair com você e agora vai fazer cu-doce? Ah, dá licença... Como se meu sábado não fosse um dia super-disputado pelo meu círculo de relacionamentos. Ou tu acha que eu não to deixando de fazer um monte de coisa pra sair contigo? É isso??! É?!! Pois saiba que eu tenho muitos contatos que adorariam passar o sábado na minha adorável presença! E quer saber? É isso mesmo que eu vou fazer. Vou sair e dar pro primeiro que aparecer!"
Tá. Nessa última frase eu peguei pesado. Mas não faz mal, porque não falei nada disso mesmo. Na verdade, me mostrei bastante compreensiva:
- Uhum... Tudo bem. Não, não, tô de boa. Sem problemas.
- Ah, então tá bom. Eu te ligo mais tarde pra confirmar se eu vou ou não.
"Rárárá, liga mais tarde. Dois telefonemas num mesmo dia? Acho que é demais para os seus hormônios. Eu sei que você não vai ligar. Eu sei, tá?!?!"
E olha, gente... Eu estava certa. Ele não ligou.
Bem, ligando ou não, eu já decidi sobre amanhã.
Eu não vou. Estarei ocupada me deprimindo e escrevendo mais absurdos sobre o meu jeito de pensar. E falar. Mais ou menos nessa ordem.
posted by: Kika Dalossi, que se esforça ao máximo, mas às vezes deixa transparecer certas idéiasna última sílaba de cada frase.
5 comentários:
han... homens...
vc nem saiu com o cara, ainda...
o q faz ele pensar q vc taria triste????
nessas situações(cu-doce masculina), kikinha, vc só deve se conformar e dar graças "uuuuhhh, olha só do q q eu me livrei!!!"
e é assim, oras ^^
huahuahuha 'vc tá triste?'é pra rir, mesmo...
bjooos
É incrível como me identifiquei com esse post. Ainda mais nessa semana. É como se nossos neurônios tivessem feito uma conexão além de qualquer telepatia.
Agora só resta unirmos nossas indignações contra alguns seres desprezíveis do sexo masculino, vulgos, paus nos cús, e os vermos quebrando a cara do mesmo jeito que fizeram conosco.
As circunstâncias se encarregam disso, na hora certa.
Pode soar vingativo (e realmente essa é a primeira idéia que nos vem na mente quando uma sacanagem dessas acontece), mas é apenas realista.
Não se deprima, não perca tempo pensando por que isso aconteceu ou não. A culpa é sempre, indiscutivelmente sempre, DELES.
Isso mesmo, aproveite a sua vida, porque há muitas pessoas que gostariam da sua companhia no dia em que ele deu todas as desculpas pra não tê-la.
E, sabe que a Isa te ama muitoooo, né?! :D
Tenha uma ótima noite, fique beeem!
Mil beijões e um abraço ultra mega cósmico, medido em ursinhos por segundo! ;)
to falando.
saia comigo.
eu nunca te decepciono. em nenhum quisito.
e dai eu faço 2 litros de chocolate quente pra ficar feliz ;]
mas, independente disso... homem é tudo pau no cu... e depois ainda reclama q mulher complica as coisas.. ¬¬
faça assim, tome uma cachaça (caralho!) e na próxima vez que falar com ele, diga-o que está com muita vontade de dar.....uma voltinha com ele. Para que possam conversar e tal
Não liga, a maioria dos homens é tudo assim mesmo. E o pior é que aqueles que são exceção, como eu(afinal, eu cozinho, escrevo poemas, sou romântica e ainda tenho uma pegada forte), acabam ficando com a mesma fama
Enfim, a ressaca ainda ta batendo forte. Duas noite, uma banhada em tequila e outra em vodka e caipiroska(dos mais diversos e variados sabores possíveis e imagináveis) me deixaram um pouco cansado
ahuahuahauahu
bjosss
PS: ainda estou esperando o post sobre a minha pessoa
E detalhe, eu ainda tenho uma personalidade feminina: a famigerada, Silvia.
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