Ao chegar em casa, Blimb sentiu-se estranho. Olhou para as paredes da caverna e viu as fotografias da fámilia. Ele, mamãe, papai e os 79 irmãozinhos e irmãzinhas coelhos. De repente, teve consciência de que tudo aquilo não lhe pertencia e só havia uma coisa a fazer.
Procurou seus pais, que estava cuidando da horta de nabos e cenouras atrás da casa:
-Mãe, pai, preciso conversar com vocês agora.
-O que foi, meu filho, não se sente bem? Está meio pálido.
-O que foi, Blimb, você queimou parte da floresta de novo?
-Não. Eu só quero dizer que não causarei mais problemas para vocês nem apra ninguém daqui. Irei embora procurar o meu destino e descobrir minha identidade verdadeira.
Coéla não se conteve e desmaiou. Cohel também estava bastante chocado, e enquanto amparava a esposa, não viu que Blimb se afastava lentamente para a caverna.
Estavam todos muito confusos com aquela situação. Blimb não tinha certeza do que estava fazendo, mas depois que descobriu que não era um coelho, o ambiente da comunidade se tornou insuportável.
Arrumando suas coisas, sozinho no quarto, ele lembrou de quando era uma criança e de tudo que vivera até ali. E decidiu entrar de vez naquela dança, como João do Santo Cristo, em Faroeste Caboclo, sua música preferida.
Quando estava quase fechando a mala, Cohel entrou devagarinho para falar com o filho e explicar algumas coisas pendentes:
-Olha, Blimb... eu e sua mãe....
-Vocês não são meus pais! E nunca me falaram a verdade!
-Não é assim, meu filho. Eu e sua mãe cuidamos de você do mesmo jeito que cuidamos dos outros coelhinhos. Você nunca foi excluído ou tratado diferente, não é? Nós acreditamos que você, por mais diferente que fosse, poderia se adaptar a nossa rotina e viver como um coelhinho peludinho.
Blimb compreendeu então que seus pais não tinham a intenção de fazê-lo passar por toda essa confusão sentimental. Eles não haviam revelado sua verdadeira história apenas para protegê-lo.
-O povo da comunidade sempre comentou que eu sou diferente e não pareço um coelho.
-Pois é, Blimb, realmente. Mas isso tem uma explicação. Por mais fedido que seja o peido, quem solta é sempre o último a sentir o cheiro.
-Ops, desculpe, pai... foi sem querer esse.
-Não, Blimb. Você não entendeu. O que eu quero dizer é que os pais são sempre os últimos a saber, porque não vêem os defeitos do filho.
-Aaaaah... entendi agora.
-Muito bem. Eu e sua mãe conversamos e decidimos respeitar a sua decisão de ir embora. Damos todo o apoio pra vc sair e procurar sua família verdadeira.
Então Blimb se emocionou e não conteve as lágrimas. Abraçou seu pai, o pequeno coelho Cohel, que há 10 anos havia encontrado aquela magnífico ovo naquela caverna.
Na manhã seguinte então, partiu o jovem dragão para o mundo, mal sabendo que aventuras encontraria pelo caminho.
Despediu-se de sua mamãe coelha e de seus irmãozinhos. Hanno também estava lá para desejar boa sorte. e quando já se preparava para partir, Coéla disse:
-Espere, Blimb!! Tenho um coisa pra você!
E então entregou uma sacola para o viajante. Ao abrir, Blimb teve uma surpresa misturada com desgosto. Eram nabos e cenouras.
-É pra se caso der fome na viagem - Coéla disse, preocupada.
Blimb não gostava de nabos e cenouras, mas entendeu que a mãe não queria sacaneá-lo.
-Obrigado, mamãe.
E foi-se embora por essa longa estrada da vida...
É claro que duas quadras longe de casa, Blimb se livrou dos nabos e cenouras.
FIM DO CAP IV
Procurou seus pais, que estava cuidando da horta de nabos e cenouras atrás da casa:
-Mãe, pai, preciso conversar com vocês agora.
-O que foi, meu filho, não se sente bem? Está meio pálido.
-O que foi, Blimb, você queimou parte da floresta de novo?
-Não. Eu só quero dizer que não causarei mais problemas para vocês nem apra ninguém daqui. Irei embora procurar o meu destino e descobrir minha identidade verdadeira.
Coéla não se conteve e desmaiou. Cohel também estava bastante chocado, e enquanto amparava a esposa, não viu que Blimb se afastava lentamente para a caverna.
Estavam todos muito confusos com aquela situação. Blimb não tinha certeza do que estava fazendo, mas depois que descobriu que não era um coelho, o ambiente da comunidade se tornou insuportável.
Arrumando suas coisas, sozinho no quarto, ele lembrou de quando era uma criança e de tudo que vivera até ali. E decidiu entrar de vez naquela dança, como João do Santo Cristo, em Faroeste Caboclo, sua música preferida.
Quando estava quase fechando a mala, Cohel entrou devagarinho para falar com o filho e explicar algumas coisas pendentes:
-Olha, Blimb... eu e sua mãe....
-Vocês não são meus pais! E nunca me falaram a verdade!
-Não é assim, meu filho. Eu e sua mãe cuidamos de você do mesmo jeito que cuidamos dos outros coelhinhos. Você nunca foi excluído ou tratado diferente, não é? Nós acreditamos que você, por mais diferente que fosse, poderia se adaptar a nossa rotina e viver como um coelhinho peludinho.
Blimb compreendeu então que seus pais não tinham a intenção de fazê-lo passar por toda essa confusão sentimental. Eles não haviam revelado sua verdadeira história apenas para protegê-lo.
-O povo da comunidade sempre comentou que eu sou diferente e não pareço um coelho.
-Pois é, Blimb, realmente. Mas isso tem uma explicação. Por mais fedido que seja o peido, quem solta é sempre o último a sentir o cheiro.
-Ops, desculpe, pai... foi sem querer esse.
-Não, Blimb. Você não entendeu. O que eu quero dizer é que os pais são sempre os últimos a saber, porque não vêem os defeitos do filho.
-Aaaaah... entendi agora.
-Muito bem. Eu e sua mãe conversamos e decidimos respeitar a sua decisão de ir embora. Damos todo o apoio pra vc sair e procurar sua família verdadeira.
Então Blimb se emocionou e não conteve as lágrimas. Abraçou seu pai, o pequeno coelho Cohel, que há 10 anos havia encontrado aquela magnífico ovo naquela caverna.
Na manhã seguinte então, partiu o jovem dragão para o mundo, mal sabendo que aventuras encontraria pelo caminho.
Despediu-se de sua mamãe coelha e de seus irmãozinhos. Hanno também estava lá para desejar boa sorte. e quando já se preparava para partir, Coéla disse:
-Espere, Blimb!! Tenho um coisa pra você!
E então entregou uma sacola para o viajante. Ao abrir, Blimb teve uma surpresa misturada com desgosto. Eram nabos e cenouras.
-É pra se caso der fome na viagem - Coéla disse, preocupada.
Blimb não gostava de nabos e cenouras, mas entendeu que a mãe não queria sacaneá-lo.
-Obrigado, mamãe.
E foi-se embora por essa longa estrada da vida...
É claro que duas quadras longe de casa, Blimb se livrou dos nabos e cenouras.
FIM DO CAP IV
Um comentário:
Todavia era chegada a sua hora.O essência é invisível a alma...
bjos "TIO GLAUCO"
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