O meu primeiro bichinho foi uma hamster. Se chamava Fifi. ^^
Até hoje eu não tenho certeza se era fêmea mesmo, mas como eu tinha 4 anos, esse negócio de sexo não estava muito bem definido na minha cabeça...
Graças aos meus olhos inocentes e minha súplica infantil, minha mãe se convenceu de que seria saudável eu ter um bichinho. E um hamster era ideal, já que morávamos em apartamento e não era permitido cachorro, gato, pôneis, arara, dragões de Komodo e outros animais que eu poderia vir a querer.
Eu fiquei tãããõ feliz com a Fifi! Ela me ensinou os princípios do afeto e da responsabilidade... O problema é que eu não aprendi direito. Responsabilidade eu ainda não tenho, como é de conhecimento geral. Os princípios do afeto, eu vim a compreender somente mais tarde (uns 2 ou 3 hamsters depois). Uma pena, pois essa minha ignorância custou a vida da Fifi. Sim, queridos leitores: Eu matei a Fifi!!
Não suportava vê-la sozinha, tão distante de mim. Ficava o dia todo dentro da sua gaiolinha, rodando compulsivamente na rodinha ergométrica, comendo sementes de girassol e estufando as bochechas... Para mim, isso era terrível! Queria levá-la para meu quarto, vestir roupinhas, brincar como se fosse uma Barbie peluda. Infelizmente, no dia em que realizei o meu sonho, Fifi parou de respirar. Eu chorei tanto, tanto, tanto... Acho que foi a primeira depressão da minha vida, aprofundada pelo comentário sórdido do meu pai: "Credo, filha... Você parece a Feníncia... Pra que apertar tanto o bichinho?"
Feníncia (digite no Google imagens)... Uma menininha ruiva, com voz estridente. Amava os animais mas definitivamente não sabia cuidar deles. Praticamente eu, tirando a cor do cabelo.
Depois da Fifi, tive a Teca, outro hamster (tão fêmea quanto a primeira). Tinha eu então os meus 5 anos. A Teca teve mais ou menos o mesmo fim da Fifi... Ela tinha as manhas de fugir da gaiola. Minha mãe não apreciava muito essa habilidade, pois o objetivo da Teca era roer os cabos da tv, entre outras coisas. Eu achava super divertido! Ficava horas e horas procurando o bichinho pela casa. Um dia, eu não encontrei. Até que sentei no sofá da sala. Teca estava embaixo do estofado. Menos um hamster no mundo e mais uma depressão na pequena Élyka (não era Kika ainda). Eu tive mais um hamster ainda, ganhei no bingo de uma festa junina. Não lembro o nome, mas com certeza era fêmea. Essa eu não matei, ou pelo menos eu acho que não. A gente voltou de viagem e ela tava muito quietinha na gaiola... Aí foi-se pela descarga, a pobrezinha. Hoje eu penso que ela poderia ainda estar entre nós, descobri que hamsters hibernam, ficam como se estivessem mortos. Uma pena, poderia ter evitado (ou pelo menos adiado) a terceira depressão.
Acabado a Era dos Hamsters, ganhei minha primeira cachorrinha! Estava então com meus 6 anos. Uma Pincher miudinha, a qual eu chamei de Petit Cherry...
Mas isso já é outro post.
posted by: Kika Dalossi, a Feníncia
Até hoje eu não tenho certeza se era fêmea mesmo, mas como eu tinha 4 anos, esse negócio de sexo não estava muito bem definido na minha cabeça...
Graças aos meus olhos inocentes e minha súplica infantil, minha mãe se convenceu de que seria saudável eu ter um bichinho. E um hamster era ideal, já que morávamos em apartamento e não era permitido cachorro, gato, pôneis, arara, dragões de Komodo e outros animais que eu poderia vir a querer.
Eu fiquei tãããõ feliz com a Fifi! Ela me ensinou os princípios do afeto e da responsabilidade... O problema é que eu não aprendi direito. Responsabilidade eu ainda não tenho, como é de conhecimento geral. Os princípios do afeto, eu vim a compreender somente mais tarde (uns 2 ou 3 hamsters depois). Uma pena, pois essa minha ignorância custou a vida da Fifi. Sim, queridos leitores: Eu matei a Fifi!!
Não suportava vê-la sozinha, tão distante de mim. Ficava o dia todo dentro da sua gaiolinha, rodando compulsivamente na rodinha ergométrica, comendo sementes de girassol e estufando as bochechas... Para mim, isso era terrível! Queria levá-la para meu quarto, vestir roupinhas, brincar como se fosse uma Barbie peluda. Infelizmente, no dia em que realizei o meu sonho, Fifi parou de respirar. Eu chorei tanto, tanto, tanto... Acho que foi a primeira depressão da minha vida, aprofundada pelo comentário sórdido do meu pai: "Credo, filha... Você parece a Feníncia... Pra que apertar tanto o bichinho?"
Feníncia (digite no Google imagens)... Uma menininha ruiva, com voz estridente. Amava os animais mas definitivamente não sabia cuidar deles. Praticamente eu, tirando a cor do cabelo.
Depois da Fifi, tive a Teca, outro hamster (tão fêmea quanto a primeira). Tinha eu então os meus 5 anos. A Teca teve mais ou menos o mesmo fim da Fifi... Ela tinha as manhas de fugir da gaiola. Minha mãe não apreciava muito essa habilidade, pois o objetivo da Teca era roer os cabos da tv, entre outras coisas. Eu achava super divertido! Ficava horas e horas procurando o bichinho pela casa. Um dia, eu não encontrei. Até que sentei no sofá da sala. Teca estava embaixo do estofado. Menos um hamster no mundo e mais uma depressão na pequena Élyka (não era Kika ainda). Eu tive mais um hamster ainda, ganhei no bingo de uma festa junina. Não lembro o nome, mas com certeza era fêmea. Essa eu não matei, ou pelo menos eu acho que não. A gente voltou de viagem e ela tava muito quietinha na gaiola... Aí foi-se pela descarga, a pobrezinha. Hoje eu penso que ela poderia ainda estar entre nós, descobri que hamsters hibernam, ficam como se estivessem mortos. Uma pena, poderia ter evitado (ou pelo menos adiado) a terceira depressão.
Acabado a Era dos Hamsters, ganhei minha primeira cachorrinha! Estava então com meus 6 anos. Uma Pincher miudinha, a qual eu chamei de Petit Cherry...
Mas isso já é outro post.
posted by: Kika Dalossi, a Feníncia
2 comentários:
mto triste estas historias..
:(
saudade dos hamsters
e da pettit
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