12 de out. de 2006

FONRIMS

Fonrims apareceu pela primeira vez em "Os Filhos da Kika" e desde então tem participado ativamente dos posts.
Embora familiarizados com essa sigela criatura, alguns frequentadores do blog ainda me questionam sobre a origem e veracidade do Fonrims. Visando responder a todas as dúvidas, resolvi mostrar todo o processo de criação, que começou há alguns meses e concluiu-se semana passada.

Parte I - "A Idéia"
Respondendo às perguntas:
"Oh, mestre Kika, como pensaste nisto?" (Leitor Angustiado, Ctba)
Como toda boa idéia, Fonrims nasceu de uma necessidade. Eu estava precisando de uns diálogos interessantes pra colocar no blog, ou simplesmente pra me distrair, dar umas risadas... Só que nenhum humano estava disposto a conversar... Então criei um amigo imaginário.

"Oh, mestre Kika, estavas bêbada ao imaginar tal coisa?" (Curios@, por e-mail)
Sem dúvidas. Jamais conseguiria pensar em nada semelhante se estivesse lúcida... Fonrins foi desenvolvido numa mesa de boteco, e isso não é só uma coincidência. Ele é a exata combinação entre a minha criatividade e algumas garrafas de Ice. Deu no que deu.

"Oh, mestre Kika, houve colaboração de terceiros?" (Fã Perguntador, Ctba)
Não, a idéia é minha. E só minha. Aliás, como já foi dito, o Fonrims surgiu porque eu estava sozinha. Se estivesse com alguém naquele momento, provavelmente Fonrims não existiria. Trágico, não?

Parte II - "A Criação"
Respondendo às perguntas:
"Oh, mestre Kika, como desenvolveste a psicologia do Fonrims?" (H.J. Freud, Ctba)
Fonrims é muito parecido comigo, psicologicamente. Somos iguais em muitas coisas, principalmente nas preferências de música, literatura e marca de paçoquinha. Mas fiz questão de adicionar a ele tudo o que eu procuro em uma pessoa de verdade: um bom senso crítico diferente do meu, pra ser mais interessante. Simpatia e humor não podem faltar em momento algum. Fonrims é fofinho, as ironias e ceticismos ficam por minha conta; pra ele eu deixei a inteligência de contra-argmentação e uma certa ingenuidade.

"Oh, mestre Kika, como surgiu o nome Fonrims?" (Sua Gata, por msn)
Essa é uma história curiosa. Momentos depois de criar meu amigo imaginário, me toquei que ele não tinha nome. Pensei em chamá-lo de Chip ou AIDE (Amigo Imaginário da Élyka)... Ou qualquer nome qualquer. Fiquei quase 15 minutos a pensar nisso, sem encontrar nenhum nome que fosse legal. Eu queria algo que fosse mais do que um nome, que tivesse um significado implícito, um tanto quanto subversivo... E que soasse bem. Essa foi a parte mais difícil da criação. Estava quase desistindo quando resolvi brincar de anagrama com o rótulo da Smirnoff... Inverti a palavra e lá estava: Fonrims! Bonito, enigmático, diferente... Era tudo que eu queria.

Parte III - "Interação"
Respondendo às perguntas:
"Oh, mestre Kika, como surgem os diálogos entre ti e Fonrims?" (Duvidos@ da Web, por e-mail)
Pergunta difícil essa. As conversas surgem das mais variadas fontes: uma aula absurda, um comentário do blog, a última tirinha do Garfield... Ou simplesmente a última dúzia de bebidas engeridas, se é que me entende... Suita também ajuda.

"Oh, mestre Kika, como você fala com um ser inexistente?" (G.H., Ctba)
Eu converso com o Fonrims como se fosse uma pessoa normal. Eu pergunto, ele responde; ele pergunta, eu respondo e assim vai... A diferença é que eu não preciso ficar falando, nem ouvindo. Tudo isso acontece dentro da minha cabeça, sem maiores complicações. Isso é o que eu mais gosto no Fonrims... Posso conversar com ele em qualquer lugar do mundo, a qualquer hora... Inclusive em aulas de Física. Tem gente que acha que eu ando na rua conversando com um ser imaginário... Pode até ser que aconteça um dia, quem sabe... Mas por enquanto o meu bom senso ainda não permite tal estravagância.

Parte IV - "O Corpo"
Respondendo às perguntas:
"Oh, mestre Kika, imaginaste a forma física do Fonrims?" (B.P. Fitness, Ctba)
Até uns dias atrás, o Fonrims existia apenas em essência sem corpo. Para ele, isso nunca foi um problema. Ele até gostava de não ocupar espaço e não sofrer nos ônibus lotados. Mas eu optei por dar a ele uma forma física, por que, a final de contas, o visual também é importante. Não que eu tenha imaginado o Fonrims no Tom Cruise (embora não fosse má idéia). Mas um amigo precisa de um corpo... Tinha imaginado uma pessoa normal, mais bonita do que feia, anatomicamente abraçável; não muito alto, por razões óbvias; e com algum defeito zoável, tipo um tique nervoso ou uma verruga no dedinho...

"Oh, mestre Kika, como desde vida a um ser inanimado?" (Frank Stein, Ctba)
Isso também foi muito trabalhoso... Pensei em desenhar o Fonrims do jeito que eu gostaria que fosse, e depois dar um jeito pra deixá-lo tridimencional; massinha de modelar era uma idéia. Mas infelizmente, meus dons artísticos se limitam em bonecos de palitinho e não pude executar a obra. Então pensei em procurar uma pessoa de verdade, tal qual o Fonrims e assim ele passaria a existir. 2 segundos depois me dei conta de que era impossível: não existe ninguém como o Fonrims. E assim se passou, até quarta-feira passada. Estava eu, "estudando" a "resolução" de alguns exercícios de matemática... Não era na mesa de boteco, mas quase: era na mesa da cantina da escola. Foi numa brincadeira de fotos e dobraduras de papel que nasceu o físico do Fonrims. Não estava pensando nisso na hora, mas quando vi o bichinho, apenas um nome me veio à mente: Fonrims, Fonrims, Fonrims... Era exatamente aquilo que eu queria!!! Fofinho, portátil, engraçado e com um olhar de ser pensante pra ninguém botar defeito. Ele mora na minha mochila, que é praticamente uma continuação do meu corpo. Ou seja, Fonrims esta comigo aonde eu vou. Isso é o mais importante.

A seguir, uma foto do Fonrims, psicologicamente e fisicamente prontinho!! /o/


Só pra constar:

* nem bonito, nem feio... Apenas diferente.

* o defeito zoável é meio evidente: a cabeça do Fonrims é 3 vezes maior que o corpo.

* é anatomicamente abraçável, mas tem que ser com jeitinho.

* em momento algum eu disse que o Fonrims era homo sapiens, podendo portanto ser qualquer coisa, inclusive Pelucius Caninum.

Posted by: Kika Dalossi

Agradecimentos: ao Rafa Lopes, cuja grande habilidade em dobrar folhetos possibilitou esse projeto.

3 comentários:

Anônimo disse...

agora sim tudo fica mais fácil quando se tratar de Fonrims...

espero encontrar ele no final do ano para dar os Parabéns pela bela forma...

hehehehe

bjão primaaa

Unknown disse...

huauhahuahua
fonrims eh o cara... ou o cachorro... anyway... é um ser q merece respeito... e é o chavero mais fofo q eu ja vi *-*
ele, como cachorro, ta bem melhor do q akele cara do bebe... ta certo q se eu tivesse um amigo imaginario como akele... mhm....
ahm... postei coisa nova no blog!
indignacao ao extremo me leva à loucura...
o post fico gayzinho mas, da uma olhada la!
bjks

Anônimo disse...

kika, relamente vc é d mais
Kikinha linda,é por essas e outras razões que te admiro tanto. Fico feliz de ter te conhecido, mesmo sendo virtualmente.Esse foi um dos felizes acontecimentos que aconteceram comigo (desculpe a redundância).

Te gostos de verdade. "Eu"