Pais e computadores nunca deveriam se misturar. Um dos dois sempre acaba saindo com algum tipo de problema. Principalmente se o pai em questão é o meu e o computador é aquele lá de casa. Digo 'aquele lá' e não 'esse aqui' pelo fato de eu não estar de posse do meu querido e estimado pc. Nesse momento, me encontro na lan house, refúgio seguro (e pago) para todos aqueles que não podem digitar no conforto do lar.
Pois então... Meu computador tá estragado. O que acoteceu de fato, eu não sei. Nem faço idéia! Além de meus conhecimentos informáticos serem bastante limitados, eu não sou a única pessoa a usar a máquina... Isso torna o motivo de pife estremamente obscuro. Na verdade, acho que esse é o problema: quando mais de duas (ou mesmo mais de uma!) pessoas usam a mesma máquina é quase certo que algo dará errado, dentro ou fora do computador.
E nesse caso, ocorreram ambos.
Na atual conjectura da minha casa (duas universitárias e meia, uma mãe em jornada dupla e um pai entediado) o computador se tornou um elemento fundamental na manutenção da paz doméstica. Por esse motivo, quando ele não funciona, é noitável um certo clima de hostilidade na casa. Eu fico de cara porque tenho q resumir meus xerox a mão, imprimir fora de casa e gastar meia hora para fazer coisas q faria em cinco minutos em condições normais. Meus pais ficam de cara porque precisam ir no banco e pesquisar preços como meros mortais: saindo de casa. Minha irmã fica de cara por todas essas razçoes e mais o agravante de que é ela a responsável por consertar o troço.
Enfim, computador quebrado é uma desgraça. Pior é quando os usuários indignados resolvem confabular a respeito das possíveis causas de tal calamidade:
Leka: Eu não sei qual é o problema. Segunda feira levo na manutenção.
Eu: Deve ser o HD. Você instalou direito depois q levou o troço pra passear na casa do Pancho?
Leka: Nem tá instalado. O computador não tá nem ligando!
Eu: Qual é a peça responsável por ligar?
Leka: O processador.
Eu: Então deve ser o processador, oras.
Leka: Não. O processador tá novo.
Papy: É vírus.
Eu (ignorando completamente da presença do meu progenitor): Tenta ligar de novo.
Leka: Tá.
Momentos depois:
Leka: Tá sentindo cheiro de queimado?
Eu: Não. Tô gripada.
Leka: Tá cheirando queimado... E vem do computador.
Eu: Oxe... Aqui jaz um processador queimado. Como isso foi acontecer?
Leka: Sei lá.
Papy: É vírus.
Leka: É, pai. É o vírus mais foda do mundo. Ele invade o seu computador desligado, queima seu processador, depois pula da CPU e sequestra toda a sua família.
Papy: Isso existe?
Eu: Existe. Se chama ironia.
Papy: É isso que dá vocês ficarem baixando música e enchendo o computador de porcaria.
Eu: Nada a ver, pai.
Leka: É. Esse vírus não vem por download. Ele está associados a bactérias e protozoários virtuais. Isso que dá mexer no computador sem lavar as mãos.
Eu: Faz sentido. Depois que o computador estragou eu e o papy ficamos gripados. Acho que é um jeito de nos enfraquecer pra facilitar o sequestro.
Leka: É.
Eu: Mas porque você não tá doente também?
Leka: Esse vírus só atinge os mais fracos.
Eu: ¬¬
Papy: Parem de baixar músicas.
Posted by: Kika Dalossi, que está sem computador, mas planeja retorno.
Agradecimentos: Leka, Papy e bactérias associadas.
2 comentários:
"nah, pq nao sei o q e nao sei o q"
asdasduasuduhas teu pai apavora...
e vc tbm... me explica como diabos vc escreveu isso!? "razçoes" sério cara.... o O não fica tão perto do Ç... o.o'
e bem ao mundo mais uma bela odisséia dalossiana. =]
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