Cohel e Coéla se perguntaram se seriam bons pais para aquele filhote desconhecido e espécie duvidosa. Embora tivessem muitas dificuldades no começo, aos poucos foram compreendendo o bebê dragão e o amaram como se fosse um dos 53 coelhinho deles.
O destino respondeu então a inigmática pergunta. Eles fora ótimos pais. Cuidaram de Blimb da melhor maneira possível, e eram muito dedicados em tudo que se dizia a respeito do filhote.
Leram os melhores livros sobre criação de filhos e psicologia infantil, matricularam Blimb na melhor escola da região e tinham um bom diálogo em casa.
Blimb era realmente muito feliz, cresceu brincando de esconde-esconde entre as árvores, com os outros coelhinhos e esquilinhos da floresta.
Tudo ia muito bem, quando o inevitável aconteceu.
Blimb cresceu muito, muito mesmo. E quando tinha 10 anos, mal conseguia entrar na toca de seus pais, que tiveram que se mudar para a Hemp Cave, o maior estabelecimento da comunidade.
Moradia não era o único problema. Blimb não podia mais brincar com seus amiguinhos, pois vez ou outra, durante uma gargalhada, labaredas de fogo saiam de sua garganta. Os coelhinhos com medo de chamuscar o pelinho macio, evitavam ficar perto de Blimb.
Em casa a situação também ficava cada vez mais insustentável. O dragãozinho comia mais do que seus pais conseguiam juntar em uma semana. Era muito difícil conseguir chocolates em algumas épocas do ano e Blimb precisava comer muito. Eles até tentaram educá-lo a uma nova dieta, mas concluiram que era inútil.
Coéla:
-Vamos, Blimb... Experimente um pouco da sopa de nabo.
-Mas mamãe, a última vez aconteceu uma tragédia, não lembra?
Cohel:
-Ora, Blimb, deixe de bobagens. Aquele ataque de soluços não foi por causa da sopa de nabo.
Blimb:
-Então deve ter sido aquelas cenouras, mamãe me fez comer uma dúzia delas.
-Faz bem para os olhos, querido... Você não deve comer tanto chocolate, seu fígado não aguenta e nessa sua idade vai acabar com um monte de espinhas. Você não quer ficar parecido um dragão, não é?
-Não, mamãe...
O pobre Blimb era incompreendido em todos os lugares. E na verdade, nem ele mesmo se entendia...
Na cabeça de Blimb, ele era um coelho, como seus pais e amiguinhos, mas que havia comido demais e por isso cresceu muito.
Em alguns momentos, ele queria ser pequenininho também. Nem que fosse como o pequenino Henno, o menor coelho da comunidade.
-Lá vai o Henno, o coelho anão!
-Olha só o jeito que ele pula, parece um rabinho sem coelho!
As outras crianças caçoavam de Henno sem piedade, e por isso ele estava sempre sozinho pelos cantos.
Blimb sempre tivera muitos amigos e estava sempre com eles, mas agora que estava se tranformando em um dragão adulto, se sentia cada vez mais isolado. Então se aproximo de Henno e descobriu uma nova amizade, a melhor de todas que já havia exprimentado!
Conversavam horas sobre qualquer assunto. Uma vez, ficaram a tarde toda falando sobre como a relva cresce diferente no inverno. Era intrigante como o assunto se tornava interessante ao lado de Henno.
Certo dia, estavam os dois conversando sobre seus respectivos problemas sociais:
-É muito ruim ser pequeno, sabe... todo mundo empurra, pisa no pé... mó embaço.
-Mas é pior ser grandão que nem eu. Você não sabe como é difícil! Meus pais até tiveram que mudar de casa, porque eu não consigo entrar numa toca de coelho normal.
-Ei, Blimb... eu estive pensando... Será que você é mesmo um coelho?
-Como assim Hanno?? É claro que eu sou um coelho! Como você, eu nasci de pais coelhos, cresci entre coelhos e vivo como um coelho!!
-Mas você não come cenouras como um coelho. E adora chocolate, coelhos não comem chocolates.
-Ora... isso é só uma opção de vida. Tem gente que come só vegetais, tipo os meus pais e você... outros preferem chocolates. Outro dia mesmo li num livro que exite espécies que comem carne!
-Sei... Blimb, tem uma coisa que eu preciso te contar.
*suspense*
Um ar de preocupação e curiosidade tomou conta do nosso protagonista. E por um momento, Blimb se perguntou o que seria a notícia. Naquele instante, ele refletiu todas as possibilidades, boas e ruins. Pensou que talvez Hanno tivesse descoberto uma mina de chocolates, ou encontrado um tipo novo de peixinho dourado. Ou então... poderia ser terrível!! Hanno seria homossexual?? Estaria confundido a amizade com algo mais... profundo? Será??? Mas também podia ser que Hanno tivesse um segredo, fizesse parte da CIA ou algo assim... Ou então fosse um extraterrestre de outro planeta. Mas então, um raio de lucidez iluminou a mente vazia de Blimb e ele teve consciencia de tudo:
-Hanno!!! Você é o Coelhinho da Páscoa????
Ao imaginar essa possibilidade, Blimb se encheu de felicidade!! Imagine só, seu melhor amigo dono do maior e melhor estoque de chocolates do mundo!!!
Estava prestes a pular de alegria quando se lembrou da catástrofe geográfica que havia acontecido quando ele pulara da última vez.
-Não, Blimb... eu não sou o Coelhinho da Páscoa.
Uma grande decepção tomou conta do caraçãozinho de Blimb... Seus olhos se esvaziaram das lágrimas incontidas e ele sentou-se novamente:
-Então o que é?
-Eu não sei se devo contar isso pra você, meu amigo. Mas creio que é importante que saiba da sua verdadeira história. Meus pais me contaram noite passada que você não é um coelho realmente...
E assim Hanno contou toda a história do ovo Casca e como foi encontrado. Ao terminar, viu que Blimb já não era o mesmo coelho... ou dragão... ou seja lá o que fosse!
O gigante se sentiu totalmente iludido e abandonado. Despediu-se então do seu amiguinho e seguiu para casa, onde pretendia passar sua vida a limpo, junto com seus pais, que não eram seus pais.
FIM DO CAP III
O destino respondeu então a inigmática pergunta. Eles fora ótimos pais. Cuidaram de Blimb da melhor maneira possível, e eram muito dedicados em tudo que se dizia a respeito do filhote.
Leram os melhores livros sobre criação de filhos e psicologia infantil, matricularam Blimb na melhor escola da região e tinham um bom diálogo em casa.
Blimb era realmente muito feliz, cresceu brincando de esconde-esconde entre as árvores, com os outros coelhinhos e esquilinhos da floresta.
Tudo ia muito bem, quando o inevitável aconteceu.
Blimb cresceu muito, muito mesmo. E quando tinha 10 anos, mal conseguia entrar na toca de seus pais, que tiveram que se mudar para a Hemp Cave, o maior estabelecimento da comunidade.
Moradia não era o único problema. Blimb não podia mais brincar com seus amiguinhos, pois vez ou outra, durante uma gargalhada, labaredas de fogo saiam de sua garganta. Os coelhinhos com medo de chamuscar o pelinho macio, evitavam ficar perto de Blimb.
Em casa a situação também ficava cada vez mais insustentável. O dragãozinho comia mais do que seus pais conseguiam juntar em uma semana. Era muito difícil conseguir chocolates em algumas épocas do ano e Blimb precisava comer muito. Eles até tentaram educá-lo a uma nova dieta, mas concluiram que era inútil.
Coéla:
-Vamos, Blimb... Experimente um pouco da sopa de nabo.
-Mas mamãe, a última vez aconteceu uma tragédia, não lembra?
Cohel:
-Ora, Blimb, deixe de bobagens. Aquele ataque de soluços não foi por causa da sopa de nabo.
Blimb:
-Então deve ter sido aquelas cenouras, mamãe me fez comer uma dúzia delas.
-Faz bem para os olhos, querido... Você não deve comer tanto chocolate, seu fígado não aguenta e nessa sua idade vai acabar com um monte de espinhas. Você não quer ficar parecido um dragão, não é?
-Não, mamãe...
O pobre Blimb era incompreendido em todos os lugares. E na verdade, nem ele mesmo se entendia...
Na cabeça de Blimb, ele era um coelho, como seus pais e amiguinhos, mas que havia comido demais e por isso cresceu muito.
Em alguns momentos, ele queria ser pequenininho também. Nem que fosse como o pequenino Henno, o menor coelho da comunidade.
-Lá vai o Henno, o coelho anão!
-Olha só o jeito que ele pula, parece um rabinho sem coelho!
As outras crianças caçoavam de Henno sem piedade, e por isso ele estava sempre sozinho pelos cantos.
Blimb sempre tivera muitos amigos e estava sempre com eles, mas agora que estava se tranformando em um dragão adulto, se sentia cada vez mais isolado. Então se aproximo de Henno e descobriu uma nova amizade, a melhor de todas que já havia exprimentado!
Conversavam horas sobre qualquer assunto. Uma vez, ficaram a tarde toda falando sobre como a relva cresce diferente no inverno. Era intrigante como o assunto se tornava interessante ao lado de Henno.
Certo dia, estavam os dois conversando sobre seus respectivos problemas sociais:
-É muito ruim ser pequeno, sabe... todo mundo empurra, pisa no pé... mó embaço.
-Mas é pior ser grandão que nem eu. Você não sabe como é difícil! Meus pais até tiveram que mudar de casa, porque eu não consigo entrar numa toca de coelho normal.
-Ei, Blimb... eu estive pensando... Será que você é mesmo um coelho?
-Como assim Hanno?? É claro que eu sou um coelho! Como você, eu nasci de pais coelhos, cresci entre coelhos e vivo como um coelho!!
-Mas você não come cenouras como um coelho. E adora chocolate, coelhos não comem chocolates.
-Ora... isso é só uma opção de vida. Tem gente que come só vegetais, tipo os meus pais e você... outros preferem chocolates. Outro dia mesmo li num livro que exite espécies que comem carne!
-Sei... Blimb, tem uma coisa que eu preciso te contar.
*suspense*
Um ar de preocupação e curiosidade tomou conta do nosso protagonista. E por um momento, Blimb se perguntou o que seria a notícia. Naquele instante, ele refletiu todas as possibilidades, boas e ruins. Pensou que talvez Hanno tivesse descoberto uma mina de chocolates, ou encontrado um tipo novo de peixinho dourado. Ou então... poderia ser terrível!! Hanno seria homossexual?? Estaria confundido a amizade com algo mais... profundo? Será??? Mas também podia ser que Hanno tivesse um segredo, fizesse parte da CIA ou algo assim... Ou então fosse um extraterrestre de outro planeta. Mas então, um raio de lucidez iluminou a mente vazia de Blimb e ele teve consciencia de tudo:
-Hanno!!! Você é o Coelhinho da Páscoa????
Ao imaginar essa possibilidade, Blimb se encheu de felicidade!! Imagine só, seu melhor amigo dono do maior e melhor estoque de chocolates do mundo!!!
Estava prestes a pular de alegria quando se lembrou da catástrofe geográfica que havia acontecido quando ele pulara da última vez.
-Não, Blimb... eu não sou o Coelhinho da Páscoa.
Uma grande decepção tomou conta do caraçãozinho de Blimb... Seus olhos se esvaziaram das lágrimas incontidas e ele sentou-se novamente:
-Então o que é?
-Eu não sei se devo contar isso pra você, meu amigo. Mas creio que é importante que saiba da sua verdadeira história. Meus pais me contaram noite passada que você não é um coelho realmente...
E assim Hanno contou toda a história do ovo Casca e como foi encontrado. Ao terminar, viu que Blimb já não era o mesmo coelho... ou dragão... ou seja lá o que fosse!
O gigante se sentiu totalmente iludido e abandonado. Despediu-se então do seu amiguinho e seguiu para casa, onde pretendia passar sua vida a limpo, junto com seus pais, que não eram seus pais.
FIM DO CAP III
Um comentário:
Que diabos vcs fumam?? Sílvia, já sei pq vc é assim... são essas amizades.. cai fora enquanto é tempo!! E essa sua tara por bichos já ta passando dos limtes da Anormalidade (veja bem, da anormalidade, pq da Normalidade passou faz tempo!) Já te conheço o suficiente pra saber q não haverá ressentimentos entre nós... portanto: PROCURA AJUDA PROFISSIONAL!!!!
haha.. é tudo brincadeira, por favor.. ta certo, exercitem a imaginação... beijos
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