Blimb estava radiante de alegria: agora ele sabia o que era. Estava cada vez mais próximo da verdade. Caminhando lentamente pelo acostamento da estrada de terra, lembrou-se novamente da gravura no livro. "Com certeza um dragão. Grande, forde, cuspidor de fogo e voador". De repente teve um estalo mental!! "Eu posso voar!!!" Olhou para suas asinhas nas costas, pequenas e inertes:
-Minhas asas ainda são pequenas, mas tenhi qye treiná-las para o vôo, assim chegarei mais rápido à Fábrica. - disse a si mesmo, confiante e determinado.
Nos dias que se seguiram, Blimb dedicou-se a fortalecer suas asinhas. Batia-as com muito esforço enquanto caminhava. No começo, era muito cansativo, mas depois pegou agilidade e suas asas batiam com força, quase levantando Blimb do chão. No fim de uma semana, ele se sentiu capaz de tentar seu primeiro vôo.
Queria um lugar apropriado. Não só por ser um momento especial - era sua primeira vez - mas também porque "a técnica do vôo necessita de prática e condições necessárias".
Pensava nisso quando encontrou uma clareira, próxima a estrada.
Era um lugar alto. De lá podia-se ver várias fazendas, muito verdes, e ao longe uma cidade. Depois de observar a paisagem por alguns minutos, criou coragem e saltou para a libertade!!
Logo que sentiu os pés fora do chão, Blimb bateu as asas com todas as suas forças. De fato, ele conseguiu se manter no ar por algum tempo. Cinco segundos para ser exata.
Blimb sentiu um repuxo nas costas e uma forte dor dominou seu corpo, no começo era só umas pontadas na espinha, mas depois tornou-se tão insuportável que ele não conseguia se mexer.
E assim foi caindo, caindo, sentindo o vento bater contra o seu corpo. Não demorou muito e Blimb estava no chão, ou quase isso.
A região da clareira era uma floresta, então ao cair, Blimb se enroscou entre os galhos de um Pinheiro.
Então, naquela típica pose desconfortável, Blimb tentou se ajeitar o melhor possível. A cãibra estava mais amena agora e ele podia mexer parte da sua mão esquerda.
Ficou embolado entre os galhos e pinhas até escurecer. No cair da tarde, enquanto admirava o pôr do sol, Blimb foi surpreendido por um estranho animal:
-Ei!! Ô grandão aí! O que você pensa que está fazendo???
Blimb ficou a se perguntar se era com ele que aquela avesinha intrigada estava falando. Tentou olhar pra trás, pra ver se tinha um outro "grandão" por ali, mas estava enroscado de um jeito que a sua cabeça só podia olhar pra uma direção.
-O quê? Eu??
-Não, meu filho... O papa!
Pronto! Agora tudo estava confuso... Um passarinho esquisito queria falar com o papa, Blimb estava preso entre os galhos de uma árvore tão esquisita quanto o bichinho e agora estavam procurando pelo Papa.
-O papa?? Acho que ele deve estar em outra árvore. Aqui eu estou sozinho.
-Ah, que gracinha ele!! Como você é engraçadão!! Há Há Há!
Blimb pensou, pensou e pensou... finalmente disse:
-Você acha mesmo? Estranho... ninguém nunca me disse isso.
A avesinha ficou realmente enfezada. Vôou para perto de Blimb e pousou no nariz do dragãozinho.
-Mas que diabos e você, afinal?
Blimb sorriu orgulhoso por poder respoder com convicção:
-Eu sou um dragão medieval.
-Eu não sei o que é um dragão medieval. E também pouco me importa. O que me interessa é saber o que você está fazendo no meio da minha casa!!!
-Sua casa? Você mora nessa árvore esquisita?
Pronto! O barraco tava montado...
-Ora! Vou te mostrar quem é o esquisito aqui!
E num movimento ágil, a Gralha Azul puxou um galho estratégico e Blimb caiu os 25 metros restantes. Ao chegar lá embaixo, Blimb pôde ouvir as gargalhadas do seu "colega". Este, por sua vez, ficou muito surpreso pela reação do outro:
-Puxa vida! Muito Obrigado! Nem sem como lhe agradecer!!
-Comé que é?? Eu te jogo 12 andares abaixo e você me agradece??
-É que eu estou preso nesse galhos desde o meio dia e...
Então Blimb sem querer, contou como tinha parado ali e toda a sua história de vida. No fim, a gralha azul estava no pé da árvore, junto com Blimb, comentando os fatos dessa vida traiçoeira.
-Pois é, amigo dragão medieval. Eu também estou entre esse galhos há muito tempo. Ás vezes o bicho pega e a gente tem que se virar, né? Mesmo assim, acho que cada um é cada um, não é não? E sabe que essa floresta ensina muito pra gente. Veja só você a sua volta... todos esses pinheiros foram plantados por mim e meus parentes gralhas. E nunca tivemos nenhum curso de botânica ou biologia florestal.
-Realmente impressionante. - Blimb estava encantado com as histórias de seu novo amiguinho. E naquela noite, ele aprendeu mais uma coisa: comer pinhão.
-É muito simples, oh dragão. Você tem que tirar da casca e depois é só alegria.
Blimb gostou muito daquele novo artifício culinário. Embora tenha comido algumas dúzias de casca.
Não demorou muito e os dois dormiram sob a luz do luar, com muitos pinhões em volta.
No outro dia de manhã:
-E aí cumpadi! Acorda pra cuspir! Ó aí que o pinhão já ta chegando!!
E assim foi o café da manhã. E o almoço. E a janta. E assim foi nos 3 dias que se seguiram.
É claro que nesse período, ele não ficaram só comendo pinhão. Grauco notou a dificuldade de vôo do seu companheiro, e como sagaz voador, resolveu prestar auxilio.
-Ae, amizadi! Você tem que sacar melhor as coisas, saca? Tipo que não adianta você bater as asas tudo de uma vez. Se não você gasta toda a energia e aí... Ah, você já sabe o que acontece, né?
E assim Blimb aperfeiçoôu suas técnicas de vôo e pôde seguir viagem, agora por ar.
Mas antes de partir, se informou com Grauco a respeito da região:
-Basicamente são fazendas... Há alguns kilometros tem uma cidade, mais ou menos grande e mais ou menos importante. Dizem que tem uma Fábrica batuta lá... parece que de doce ou algo assim e...
Mas Grauco não pôde terminar suas instruções, pois Blimb decolou na velocidade de um espirro, em direção à cidade da Fántástica Fábrica de Chocolates.
Fim do Cap. VIII
-Minhas asas ainda são pequenas, mas tenhi qye treiná-las para o vôo, assim chegarei mais rápido à Fábrica. - disse a si mesmo, confiante e determinado.
Nos dias que se seguiram, Blimb dedicou-se a fortalecer suas asinhas. Batia-as com muito esforço enquanto caminhava. No começo, era muito cansativo, mas depois pegou agilidade e suas asas batiam com força, quase levantando Blimb do chão. No fim de uma semana, ele se sentiu capaz de tentar seu primeiro vôo.
Queria um lugar apropriado. Não só por ser um momento especial - era sua primeira vez - mas também porque "a técnica do vôo necessita de prática e condições necessárias".
Pensava nisso quando encontrou uma clareira, próxima a estrada.
Era um lugar alto. De lá podia-se ver várias fazendas, muito verdes, e ao longe uma cidade. Depois de observar a paisagem por alguns minutos, criou coragem e saltou para a libertade!!
Logo que sentiu os pés fora do chão, Blimb bateu as asas com todas as suas forças. De fato, ele conseguiu se manter no ar por algum tempo. Cinco segundos para ser exata.
Blimb sentiu um repuxo nas costas e uma forte dor dominou seu corpo, no começo era só umas pontadas na espinha, mas depois tornou-se tão insuportável que ele não conseguia se mexer.
E assim foi caindo, caindo, sentindo o vento bater contra o seu corpo. Não demorou muito e Blimb estava no chão, ou quase isso.
A região da clareira era uma floresta, então ao cair, Blimb se enroscou entre os galhos de um Pinheiro.
Então, naquela típica pose desconfortável, Blimb tentou se ajeitar o melhor possível. A cãibra estava mais amena agora e ele podia mexer parte da sua mão esquerda.
Ficou embolado entre os galhos e pinhas até escurecer. No cair da tarde, enquanto admirava o pôr do sol, Blimb foi surpreendido por um estranho animal:
-Ei!! Ô grandão aí! O que você pensa que está fazendo???
Blimb ficou a se perguntar se era com ele que aquela avesinha intrigada estava falando. Tentou olhar pra trás, pra ver se tinha um outro "grandão" por ali, mas estava enroscado de um jeito que a sua cabeça só podia olhar pra uma direção.
-O quê? Eu??
-Não, meu filho... O papa!
Pronto! Agora tudo estava confuso... Um passarinho esquisito queria falar com o papa, Blimb estava preso entre os galhos de uma árvore tão esquisita quanto o bichinho e agora estavam procurando pelo Papa.
-O papa?? Acho que ele deve estar em outra árvore. Aqui eu estou sozinho.
-Ah, que gracinha ele!! Como você é engraçadão!! Há Há Há!
Blimb pensou, pensou e pensou... finalmente disse:
-Você acha mesmo? Estranho... ninguém nunca me disse isso.
A avesinha ficou realmente enfezada. Vôou para perto de Blimb e pousou no nariz do dragãozinho.
-Mas que diabos e você, afinal?
Blimb sorriu orgulhoso por poder respoder com convicção:
-Eu sou um dragão medieval.
-Eu não sei o que é um dragão medieval. E também pouco me importa. O que me interessa é saber o que você está fazendo no meio da minha casa!!!
-Sua casa? Você mora nessa árvore esquisita?
Pronto! O barraco tava montado...
-Ora! Vou te mostrar quem é o esquisito aqui!
E num movimento ágil, a Gralha Azul puxou um galho estratégico e Blimb caiu os 25 metros restantes. Ao chegar lá embaixo, Blimb pôde ouvir as gargalhadas do seu "colega". Este, por sua vez, ficou muito surpreso pela reação do outro:
-Puxa vida! Muito Obrigado! Nem sem como lhe agradecer!!
-Comé que é?? Eu te jogo 12 andares abaixo e você me agradece??
-É que eu estou preso nesse galhos desde o meio dia e...
Então Blimb sem querer, contou como tinha parado ali e toda a sua história de vida. No fim, a gralha azul estava no pé da árvore, junto com Blimb, comentando os fatos dessa vida traiçoeira.
-Pois é, amigo dragão medieval. Eu também estou entre esse galhos há muito tempo. Ás vezes o bicho pega e a gente tem que se virar, né? Mesmo assim, acho que cada um é cada um, não é não? E sabe que essa floresta ensina muito pra gente. Veja só você a sua volta... todos esses pinheiros foram plantados por mim e meus parentes gralhas. E nunca tivemos nenhum curso de botânica ou biologia florestal.
-Realmente impressionante. - Blimb estava encantado com as histórias de seu novo amiguinho. E naquela noite, ele aprendeu mais uma coisa: comer pinhão.
-É muito simples, oh dragão. Você tem que tirar da casca e depois é só alegria.
Blimb gostou muito daquele novo artifício culinário. Embora tenha comido algumas dúzias de casca.
Não demorou muito e os dois dormiram sob a luz do luar, com muitos pinhões em volta.
No outro dia de manhã:
-E aí cumpadi! Acorda pra cuspir! Ó aí que o pinhão já ta chegando!!
E assim foi o café da manhã. E o almoço. E a janta. E assim foi nos 3 dias que se seguiram.
É claro que nesse período, ele não ficaram só comendo pinhão. Grauco notou a dificuldade de vôo do seu companheiro, e como sagaz voador, resolveu prestar auxilio.
-Ae, amizadi! Você tem que sacar melhor as coisas, saca? Tipo que não adianta você bater as asas tudo de uma vez. Se não você gasta toda a energia e aí... Ah, você já sabe o que acontece, né?
E assim Blimb aperfeiçoôu suas técnicas de vôo e pôde seguir viagem, agora por ar.
Mas antes de partir, se informou com Grauco a respeito da região:
-Basicamente são fazendas... Há alguns kilometros tem uma cidade, mais ou menos grande e mais ou menos importante. Dizem que tem uma Fábrica batuta lá... parece que de doce ou algo assim e...
Mas Grauco não pôde terminar suas instruções, pois Blimb decolou na velocidade de um espirro, em direção à cidade da Fántástica Fábrica de Chocolates.
Fim do Cap. VIII
3 comentários:
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Come by if you get time :-)
vou parar de escrever essa merda
Élyka
ahuauhuahhua
puta merda
auhhuauhahuauha
quase me mijei aki
ahuhuauhauhuha
caraleo... eu te ajudo a escreve os proximos posts
ta chegando perto do final msm...
soh mais uns 5, 6 capítulos...
ehehe
Beju
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